Monday, November 26, 2012
New York I love you, but you’re bringing me down
As mãos inanimadas, caídas em interminável profundidade, tu não sabes como é.
A chuva tilintando pelo corpo, esgueirando-se em rios de lava transparente, aquelas veias enormes escondendo-se sob pele e o olhar fixando-se, luminoso, numa brecha de tempo.
Em que tempo estás, o que vês.
Tu não sabes como é.
A vida inteira desenroscar-se do corpo e o corpo lá continuar.
Como um espantalho. Um espantalho que fala e que anda.
Que te olha como um peluche com os olhos arrancados.
Um pedaço de corpo trémulo, caminhando rumo ao oceano nocturno.
Tu não sabes o que como é. Não podes saber.
A vida inteira largada num suspiro, e as mãos siamesas erguendo-se, tentando alcançar.
As mãos carnívoras arrumadas num lençol de linho, alimentando-se da carne que sobeja na terra.
Subscribe to:
Posts (Atom)