
A entropia na teoria da informação corresponde à incerteza probabilística associada a uma distribuição de probabilidade. Cada distribuição reflecte um certo grau de incerteza e diferentes graus de incerteza estão associados a diferentes distribuições (embora diferentes distribuições possam reflectir o mesmo grau de incerteza). De um modo geral, quanto mais "espalhada" a distribuição de probabilidade, maior incerteza ela irá reflectir.
Por exemplo, se alguém lançar um dado de seis faces, sem saber se ele é viciado ou não, a probabilidade mais razoável a ser atribuída a cada resultado possível é 1/6, ou seja, representar a incerteza usando a distribuição uniforme. Esta atitude segue o conhecido princípio da razão insuficiente de Laplace, onde atribuir probabilidades iguais aos eventos possíveis é a maneira mais razoável de alguém reflectir sua ignorância (e sua incerteza) quanto às probabilidades de ocorrência de cada evento.
Por outro lado, provendo-se a informação de que o dado é viciado e que ele dá números maiores, i.e. que a média é por exemplo 3.5 e não 3, então a pessoa naturalmente irá assumir uma distribuição alternativa à uniforme para expressar sua incerteza.
A informação complementar implica uma actualização da função distribuição para discernir o resultado de um evento enquanto variável aleatória – e não elemento determinístico. Ou seja, mais informação tem normalmente a desagradável consequência de obrigar uma alteração na forma de raciocinar; desagradável porque o arquétipo de pensamento anterior é contestado face à defesa pelos seus anteriores utilizadores – ainda não cientes da nova informação.
Estranhamente, é costume entre os humanos insistir no arquétipo anterior, apesar de já possuírem a nova informação que o invalida (e.g. o teclado qwerty). O que não deixa de criar a não menos desagradável consequência – de forma a continuar a validar o sistema antigo – de criar excepções às regras agora já não aplicáveis porque erradas.
Seguindo o nosso exemplo do dado viciado em canabis, assumir-se-ia agora que a probabilidade continua sempre 1/6, menos na faceta que origina o 4; e eis o paradigma antigo aglomerado com a nova informação que o invalida.
Isso a propósito de um artigo do Jared Diamond que aqui se reproduz à distância de um click:
Por exemplo, se alguém lançar um dado de seis faces, sem saber se ele é viciado ou não, a probabilidade mais razoável a ser atribuída a cada resultado possível é 1/6, ou seja, representar a incerteza usando a distribuição uniforme. Esta atitude segue o conhecido princípio da razão insuficiente de Laplace, onde atribuir probabilidades iguais aos eventos possíveis é a maneira mais razoável de alguém reflectir sua ignorância (e sua incerteza) quanto às probabilidades de ocorrência de cada evento.
Por outro lado, provendo-se a informação de que o dado é viciado e que ele dá números maiores, i.e. que a média é por exemplo 3.5 e não 3, então a pessoa naturalmente irá assumir uma distribuição alternativa à uniforme para expressar sua incerteza.
A informação complementar implica uma actualização da função distribuição para discernir o resultado de um evento enquanto variável aleatória – e não elemento determinístico. Ou seja, mais informação tem normalmente a desagradável consequência de obrigar uma alteração na forma de raciocinar; desagradável porque o arquétipo de pensamento anterior é contestado face à defesa pelos seus anteriores utilizadores – ainda não cientes da nova informação.
Estranhamente, é costume entre os humanos insistir no arquétipo anterior, apesar de já possuírem a nova informação que o invalida (e.g. o teclado qwerty). O que não deixa de criar a não menos desagradável consequência – de forma a continuar a validar o sistema antigo – de criar excepções às regras agora já não aplicáveis porque erradas.
Seguindo o nosso exemplo do dado viciado em canabis, assumir-se-ia agora que a probabilidade continua sempre 1/6, menos na faceta que origina o 4; e eis o paradigma antigo aglomerado com a nova informação que o invalida.
Isso a propósito de um artigo do Jared Diamond que aqui se reproduz à distância de um click:
http://www.geocities.com/malibu_malv/curse_qwerty.html
Reproduzir esta informação e torná-la apta a servir de base às relações interpessoais, é uma missão que o governo negará possuir qualquer envolvimento ou contacto.
Reproduzir esta informação e torná-la apta a servir de base às relações interpessoais, é uma missão que o governo negará possuir qualquer envolvimento ou contacto.
1 comment:
no comment, just an apologie...pela cena melodramática estilo Melanie Grifith à beira de um ataque de nervos da outra noite... desculpa, não tinha o direito.
M.
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