Monday, November 03, 2008

O fim do indigente



Então o senhor acomodou-se ao balcão e disse, Em alternativa ao amor, queria então a indigência. Uma indigência pouco elaborada. Não quero uma túnica com manchas e buracos. Não gosto de farrapos. Basta um olhar de canino esfomeado e abandonado. Depois pensou um pouco e completou, Basta esfomeado e quero também uma camisa de linho – e apenas linho porque não gosto de misturar tecidos. Posto isto, bebeu de um trago um copo de branco que por ali estava caído. E desfaleceu – sem pagar.


Foi assim o fim do indigente

1 comment:

Anonymous said...

Muito bom. Tão bom que devia ter sido eu a escrever mesmo que sugestionada.

mesmo que pendurada em insistências de um Dom crónico.

Clementine