Esta paz inquieta, interna, ilusória. Aquele sítio. Aquela fome.
Debruço-me sobre esta forma de beleza estéril
Que cospe beijos como ventosas,
E que verte esta fome inquieta, densa, aguçada,
Esta vontade apoiada
Entre o nada e o que resta quando as palavras faltam
E o sorriso perdura, milimétrico, ao apagar-se.
A pele que se esgueira à expressão e os vincos realizando-se
Em incandescência furibunda,
aquela certeza, aquele descanso,
Aquela forma de tudo percepcionar para além da existência.
Esta paz: o roncar da onda que se encolhe antes de arrebentar.
Esta luz simétrica entre a dor e o prazer,
Aí rezar, ou aí exercer a humildade de forma fiel,
Experimentando os vincos do linho bruto desfazendo-se em carne fria,
fome pavorosa, crente, torpedeada.
Este ponto único, solene, vestido de mãos enormes e dedos luminosos,
Embalando o tempo,
Embalando a eternidade que desova nas rugas dos lábios
Rompendo-se em crostas salivantes,
Rompendo-se em migalhas de sangue fundente que engargalam a vontade,
E ANIQUILAM, ARRUINAM, ESTERILIZAM
qualquer forma de generosidade sem pretensão.
Oh Loyolas sarnentos, oh Deuses cúmplices,
Deixai-me atingir o ser
E aí permanecer
Sozinho com a minha fome!
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