
Uma carnificina de mãos fundentes
E de astros moribundos
Naquela madrugada sem palavras
Na seara cavalgámos
Com os olhos fechados
E de corações apertados
Na certeza de sermos únicos
De sermos vãos e humanamente
Estridentes
De sermos um infinitésimo de nós
E berrarmos uma sede
E cavalgarmos uma vida
E expulsarmos toda a morte
De dentro de nós
Que vibra como mosquitos
Epilépticos.
Morramos assim então
Humanos por dentro
E divinos por todo o lado
Agora que os astros adormeceram e
Nossas mãos se pousaram.
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