As mãos dadas e os segredos guardados na cómoda.
O silêncio pesando como um abraço granítico.
Tenho um universo morto na minha garganta; engulo cores e diapositivos de placentas.
E aglomero léxicos desprevenidos com a saliva espessa.
Algumas coisas gravitam e outras são estáticas.
Algumas rodam e outras estão fixas.
Algumas coisas estão simplesmente feitas para nunca se encontrarem; é a distância que as cria – não o contacto.
Entre elas um murmúrio musical como a catedral engolida.
Mesmo de mãos dadas, as peles não criam electricidade.
1 comment:
E mesmo assim, por vezes, é impossível não sentir uma espécie de descarga eléctrica que nos acelera a pulsação quando "aquela" pele toca a nossa...
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