E aí sente-se; mas sente-se de uma forma que ainda não é sentida;
sente-se antes de o sentir ser seja o que for. O que se sente é um indício – não se ouve o segredo mas ouve-se o segredar.
Nesse sentir do que quase é, avista-se por instantes a fruição do que será esse ser-se sentindo – e não apenas a antecipação desse ser-se;
e é nesse sentir de ser-se antecipado,
um sentir tão próximo do que se será que quase é, que por vezes o coração se fecha e o corpo se encolhe como da dor se abrigassem.
Não que esse ser-se que sente como matéria completa e absoluta de sentir seja razão de dor.
Não que esse ser-se que sente como matéria completa e absoluta de sentir seja razão de dor.
Não o é;
é antes a apreensão da passagem entre o ser em que se é apenas para o ser-se em que se sente – tão abrupta e escarpada como um grito que nada diz mas que tudo ocupa –
que faz antever o que será passar desse ser que sente esse sentir tão absoluto e completo – e não adivinhado –
para o ser-se que nada sente e apenas advinha.
E aí sente-se aquele sentir que mesmo não sendo razão de dor, é razão suficiente para a antecipar.
E aí nada se sente.
4 comments:
Paricidio!
Cartilagem!
divino pensamento e obra.
então?
esqueci-me de dizer:
- Bravo.(brrávô)
paricidio é muito bom!
eh eh eh eh eh
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